Perguntas para a Beringer
  Em qual sistema investir primeiro: ERP ou BI ?
Casemiro de Oliveira Rosa, Diretor da Beringer Consulting, em 05/01/2005

Não é raro nos depararmos com esta questão e com a visão, nem sempre verdadeira, que direciona os esforços da empresa para primeiro disponibilizar um sistema corporativo eficaz e preciso (ERP), para só depois trabalhar nas informações gerenciais (BI) geradas pelo ERP e eventualmente outras fontes (internas e externas).

Sem desqualificar a lógica desta visão, sugerimos que a resposta para cada empresa seja resultado de uma análise mais abrangente que considere as prioridades da empresa naquele momento: o que é mais importante para o meu sucesso, melhorar a base transacional ou qualificar as informações gerenciais ?

Se a necessidade passa pela rapidez no acesso às informações gerenciais, a empresa pode (ou deve) priorizar o esforço no BI, extraindo os dados então existentes (se possível, “limpando” e qualificando estes dados) e os armazenando num data warehouse. Quando o novo ERP for implementado, nada se perderá. Simplesmente se mudará a fonte das novas cargas: o que antes era extraído do velho sistema passa a ser extraído do ERP.

Para provar que com planejamento prévio adequado e bastante clareza nos objetivos a empresa pode investir primeiro no projeto de BI, temos a situação de uma empresa que antes de migrar seu sistema ERP cuidou de investir na preparação da informação gerencial, através de um projeto de business intelligence bastante competitivo (investimento total de R$ 50 mil num prazo de 4 meses), gerado sobre os dados de notas fiscais e pedidos de venda.

Além dos benefícios normalmente menos tangíveis (flexibilidade, agilidade na informação, padronização de conceitos, etc.), ela também obteve ganhos como:

  • Os dados existentes foram "limpos" e passaram a fazer parte de um data warehouse que sustenta as informações gerenciais (ação que seria necessária mesmo que o novo ERP já tivesse sido implantando);

  • Na implantação do novo ERP a empresa pode se ocupar apenas com a operação e com os dados operacionais (o “histórico gerencial” já estava armazenado);

  • Durante todo o processo de migração do ERP, que por vezes é longo, os executivos não ficaram sem informação gerencial, além da qualidade das existentes ser superior às anteriores ao projeto de BI.

    Por fim, o esperado retrabalho no BI, após a implantação do novo ERP, foi reduzido e totalmente controlado, pois o data warehouse e todas as rotinas de importação estavam muito bem documentadas e mapeadas.

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